Blog do Fábio Mayer
  

Caros leitores, blogueiros e amigos.

Este blog mudou de endereço para:

http://fabiomayer.blogspot.com

Conto com suas visitas na "nova casa".

Abraço!



Escrito por FM às 11h22
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A MARCHA DOS PREFEITOS

Neste dia 10 de abril, 3 mil prefeitos vão marchar até Brasilia. Alegam os alcaides que o governo federal lhes impõe muitas obrigações, mas ao mesmo tempo os municípios são prejudicados na repartição do bolo tributário.

Ouvi hoje, o secretário da Associação Nacional dos Municípios declarar em tom de ameaça que, se o governo federal não arranjar mais verba, teremos um "apagão" no ensino fundamental, porque a União impõe aos municípios mais de 140 programas educacionais, mas não disponibiliza verba para eles.

Os leitores do meu blog sabem que tenho birra com os municípios.

Se há um ralo de dinheiro público neste país, ele encontra-se nos municípios, que são entes federativos dotados de autonomia administrativa e financeira, e que servem, na imensa maioria, a pequenas oligarquias locais que se alternam na administração pública loteando cargos entre correligionários e parentes, de regra ladrões e incompetentes que enriquecem ilicitamente da noite para o dia sem que ninguém tome providência, porque os tribunais de contas federal e estaduais são ineptos e manobrados por deputados de baixo clero, e porque o Ministério Público não encontra-se presente em todos os municípios, graças à excrescência de haver comarcas que englobam várias cidades para a cobertura de apenas um promotor de justiça, sem contar a inépcia natural dos vereadores, que de regra são indivíduos destituídos de qualquer capacitação técnica e não raro, do mínimo conceito de moral, pleiteando o cargo apenas para beneficiar-se dele.

Dizer que haverá um "apagão" no ensino fundamental é no mínimo não ter noção da realidade, porque este "apagão" já existe há muito tempo, basta que o leitor se dirija a cidades da região metropolitana de qualquer uma das maiores capitais do país para ver que o ensino que a imensa maioria das prefeituras fornece não vale o dinheiro que é gasto nele, dinheiro este que efetivamente existe, mas que têm servido para fartar políticos corruptos de raia miúda, pagar carrões, viagens, festanças, campanhas políticas e até amantes, mas que quase nunca chega às crianças que deveriam receber a instrução.

Aqui no Paraná, pululam denúncias de prefeitos que em conluio com vereadores fecharam escolas para aumentar a necessidade de transporte escolar. Fechada a escola, é fácil alugar a preço de ônibus leito da Viação Cometa, alguma lata velha que vai levar crianças em mínimas condições de segurança para escolas excessivamente distantes dos seus lares. E também há licitações fraudadas que são tratadas às vistas grossas nas câmaras de vereadores pelo motivo óbvio da comissão.

Pergunto: Para que mais dinheiro se o quadro é esse?

Eu até acho que os município teriam o direito de pleitear melhores condições de arrecadação. Porém, isso só será possível após uma reforma política que aumente a fiscalização sobre eles, quem sabe desvinculando os tribunais de contas do Poder Legislativo, transferindo-os para a estrutura do Ministério Público que, por sua vez, teria de aumentar o número de promotores, determinando no mínimo um para cada cidade e apertando o cerco contra os atos de improbidade que, acredite o leitor, são muito mais comuns nos municípios que nos estados ou na União.

Ademais, para receber mais verbas, os municípios teriam de comprovar que possuem quadros técnicos e estruturas capazes de gerir o dinheiro. Aqui no Paraná, eu conheço pelo menos duas prefeituras que sequer tem cadastros informatizados do IPTU, administrando a arrecadação dele por meio de fichas de cartolina. Estou falando do Paraná, não da Paraíba... 

Enfim, adianta colocar mais dinheiro em lugares assim?

Dar mais dinheiro para essa gente, e com esse quadro, independentemente de haver no meio desses 3 mil prefeitos, gente honesta e comprometida, é jogar dinheiro público na lata do lixo e preparar novos assaltos ao contribuinte, como o que ocorreu com o Super SIMPLES, que aumentou brutalmente a carga tributária para as pequenas empresas.

Pudera, com os ralos abertos, não há dinheiro público que chegue!

Antes de uma reforma, nenhum centavo adicional para os municípios, é o que penso.

PS: Dentro de alguns dias, este blog irá para o novo endereço http://fabiomayer.blogspot.com.

Nada contra o Zip, que é muito bom. Mas é que no Blogger, tenho mais recursos visuais e um visual mais agradável. Conto com as visitas de todos, peço que meus amigos que me dão a honra de linkar este site atualizem seus endereços.

Obrigado desde já!

 

 



Escrito por FM às 20h30
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INDECISÃO

Os controladores de vôo não são responsáveis pelo cáos nos aeroportos, salvo, claro, quando fazem greve e paralisam voluntariamente o sistema. Na verdade, encaramos hoje o resultado de um processo de irresponsabilidade que já vem de muito tempo, porque o Brasil, em 50 anos de história do controle aéreo, não se decidiu se o quer militar ou privado para a aviação civil (o controle exclusivamente privado não é de interesse da segurança nacional, pois as forças armadas detém meios aéreos e não podem sujeitar-se ao controle privado em suas operações).

Com efeito, isso criou a dificuldade de solução do problema, que não limita-se à quantidade de radares ou mesas de controle. Hoje, para criar mais cargos de controlador, é preciso criar mais cargos de sargentos da aeronáutica o que teria por consequência, aumentar proporcionalmente os cargos dessa patente no exército e na marinha, sem contar que aumentar o soldos desses sargentos, gera o efeito cascata de aumentar os rendimentos de toda a tropa. E ao mesmo tempo, a contratação de controladores privados exige que eles trabalhem em separado dos militares, dadas as diferanças do regime de trabalho que não sofre o mesmo rigor hierárquico, e mesmo de salário, pois os controladores privados ganham pouco, mas infinitamente mais que os militares.

O problema é que todo esse quadro agravou no atual governo que, há sete meses tratando do assunto diariamente, não foi capaz nem de lançar nem medidas paliativas para amenizá-lo, o que é estranho, visto que sendo o governo o detentor do direito de construir e administrar todos os aeroportos do país aja assim, em um contexto em que alardeia uma meta de crescimento econômico à taxas de 4,5% por ano, sabendo que isso só será alcançado com investimentos fortes em infra-estrutura, capazes de justificar planos de negócios de investidores do setor privado.

E o que era apenas um problema administrativo que tornou-se público por conta do lamentável acidente da Gol, já dá mostras de virar crise institucional.

Os controladores entraram em greve. O Comando da Aeronáutica, usando da sua prerrogativa constitucional da hierarquia, que é requisito fundamental para o funcionamento de um força armada, mandou prender os sargentos que efetivam essa função e lotá-los à força no trabalho. O presidente, em viagem e extremamente mal assessorado sobre o assunto, mandou libertá-los. Ao chegar no Brasil, o presidente deparou com o cáos nos aeroportos e com a irritação nos comandos das forças armadas, já cansados de tanta incompetência do ministro Waldir Pires, que foi incapaz de explicar ao presidente a peculiaridade inerente aos controladores militares. Ao mesmo tempo, controladores civis manifestaram descontentamento no Rio de Janeiro, porque não ficou claro em momento algum se o governo havia negociado apenas com os militares, ou com toda a classe.

Tanto é que, ontem, o presidente mudou de idéia e passou uma descompostura na classe, certamente pressionado pelos meios militares, que há muito andam insatisfeitos por razões várias, mas mais especificamente pela letargia do governo em tratar dos soldos e do seu reequipamento, e pela facilidade com que Venezuela e Bolívia (e agora, consta, o Equador também) afrontam o Brasil exibindo fuzis e aviões de combate para tratar de refinarias e investimentos da Petrobrás.

Essa crise se arrasta. E se instalada a CPI do controle aéreo, tende a paralisar o país e dificultar a aprovação do PAC, por duas razões: a) O público que presta atenção em CPI(s), de regra, é o mesmo que usa os aeroportos; b) será irresistível à oposição, enfraquecida e diminuída, não ceder à tentação de transformar a CPI num palanque a demonstrar a incapacidade de uma parte do governo, especialmente ligada à infra-estrutura requisitada para o crescimento econômico pretendido com a aprovação do PAC.

Urge que o senhor presidente dê murros na mesa, demita o ministro da Defesa e tome medidas claras e eficazes para tratar do assunto. Desta vez a conversa ao pé do ouvido não está funcionando.

O Estado de S.Paulo

Pressionado por Crise, Lula pode ir a TV pedir paciência

http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/abr/03/33.htm

Blog do Josias de Souza/Folha de S.Paulo

Aeronáutica receia onda de indisciplina na tropa.

Para acalmar militares, Lula não recebe amotinados.

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-04-01_2007-04-07.html#2007_04-03_03_11_21-10045644-0

 



Escrito por FM às 09h26
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FLAGRANTE

Eu já tinha visto em outro blog, embora não lembre qual. De qualquer modo, é uma vergonha constatar que há funcionários públicos desse jeito. Aqui no meu escritório, quando tá todo mundo ocupado, o primeiro que livra assume o atendimento de pessoas que eventualmente estejam no balcão. Deveria ser assim na Previdência Social também, aliás, deveria ser assim em todos os órgãos públicos, incluindo juízes, procuradores e promotores, notoriamente conhecidos por se acharem acima do bem e do mal.

Essa foto constata falha dupla: a) do funcionário que não corresponde ao que se espera dele; b) da chefia dele, incapaz de direcioná-lo ao atendimento.

FOTO RETIRADA

 



Escrito por FM às 10h47
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ALERTA!

O site http://www.defesanet.com.br fez um alerta enigmático hoje, 30/03/2006.

O site é especializado em assuntos militares, aeroespaciais e inteligência. Sempre aborda temas políticos com uma linha editorial de analisar os fatos nas entrelinhas. Diz a nota:

 

"Atenção senhores leitores: acompanhem atentamente as notícias com cuidado.

Não é absolutamente uma questão reinvidicatória, mas sim da continuidade do Governo Luiz Inácio, que corre o risco de o seu governo acabar nas noites de 30/31 de Março/07.

A tentativa de constrangimento ao governo organizada desde o exterior, é uma resposta ao novo alinhamento internacional do governo brasileiro.

Noites tensas não só nos céus, mas em todos os lares do Brasil."



Escrito por FM às 23h23
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Estou no Coxan@autas hoje:

http://www.coxanautas.com.br/noticia.phtml?id=12776



Escrito por FM às 09h26
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PRECATÓRIOS

Saiu em "O Estado de S.Paulo" de hoje

Dívida de R$ 62 bi leva o Senado a discutir saída para os precatórios

Projeto que limita os gastos de Estados e municípios para quitar débitos gera protestos de OAB e Fiesp

Sérgio Gobetti e Ricardo Brandt

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/03/26/pol-1.93.11.20070326.2.1.xml

O leitor honesto, daqueles que paga suas dívidas em dia e fica envergonhado quando recebe um telefonema de cobrança já notou que, quando deve alguma coisa pro governo, qualquer governo deste país, ele torna sua vida um inferno?

Pois é. Quem deve para a União, tem seu nome inscrito no CADIN, o que cria um monte de entraves legais todas as vezes que precisa de algum serviço burocrático. Mais que isso, uma lei recente autorizou as fazendas federal, estaduais e municipais a protestarem em cartório impostos não pagos ou, não raro, impostos que tais órgãos têm como impagos, dependendo da eficiência administrativa de cada um.

Se o contribuinte resolve parcelar ou pagar o débito em atraso, sujeita-se a uma multa de até 20% lançada ao arrepio da lei, porque o Código Tributário Nacional é bem claro ao determinar que no pagamento voluntário do contribuinte inadimplente a multa não se aplica. Mas os governos ignoram essa Lei e forçam o contribuinte a acionar a Justiça se quiser discutir o acréscimo indevido.

Fora isso, burocracia. Se um débito federal encontra-se na Procuradora Geral da Fazenda e o contribuinte paga o DARF sem consultá-la, terá que levar o comprovante de pagamento até ela, porque a Secretaria de Receita Federal o lança como crédito desconhecido na conta corrente daquele CPF ou CNPJ e nem sempre repassa o dado para o outro órgão. Só que para tratar com a PGFN, é preciso esperar na fila por até umas 4 horas, sem contar que, dependendo da época do pagamento.

Enfim, quando uma pessoa correta deve pro governo, ele trata de infernizá-la, até porque, notem os leitores, os grandes devedores das fazendas públicas conseguem liminares e protelam os pagamentos por décadas, sem que tais governos sequer montem forças-tarefas de procuradores que cuidem de tais processos mais de perto. A título do princípio da igualdade, quem deve BILHÕES recebe o mesmo tratamento de quem deve uns tostões.

Mas quando o governo deve, caso dos precatórios, todo esse rigor fiscal contra o pequeno devedor (o grande devedor geralmente tem deputado na linha, e bem menos rigor) desaparece!

Quando o "esqueleto" é grande, como no caso do FGTS, o governo simplesmente não paga. No FGTS, o péssimo ex-presidente FHC impôs dois impostos extraordinários e "provisórios". 1% adicional sobre a folha de pagamento das grandes empresas e 10% adicionais no depósito rescisório de todos os empregados. Só vou lembrar que o governo do presidente Lula quer tornar definitivo esse imposto de 10% sobre a rescisão, seguindo a tradição brasileira de que imposto nunca é provisório, embora assim seja chamado.

Quando o "esqueleto" é pequeno no caso concreto, mas somado com os demais é gigantesco, como esses 62 bilhões relatados pelo Estadão, o governo simplesmente o empurra com a barriga, autorizado a isso por uma lei também dos tempos do FHC, segundo a qual o pagamento pode ser postergado, desde que o precatório não seja de verba alimentar.

Como a maioria dos precatórios é de verba alimentar, agora pretendem empurrá-lo com a barriga definitivamente, deixando para os governos seguintes, a incapacidade dos governantes passados e atuais.

Claro, com todo o apoio dos governadores e dos prefeitos.

Sabem de uma coisa, me irrita muito saber que tentam fazer isso, quando todos os dias há nos jornais denúncias de prefeitos useiros e vezeiros na arte de roubar dinheiro público na cara dura, empregar parentes e cupinchas sem o mínimo controle de suas contas, mas com o total apoio do governo federal quando o assunto é não pagar precatórios. Ou ainda, quando se fala em mensalão, sanguessugas, aumentos de salários de parlamentares (com crime de sonegação fiscal embutido na regra de não precisarem apresentar nota fiscal para compensar certos gastos) ou o desperdício de recursos em empresas estatais. Enfim, uma vergonha!

Mas vivemos num país em que uma maioria sustenta uma minoria de governantes, e dos seus apadrinhados, inclusive empresas que não pagam impostos, mas contribuem para campanhas... não é?



Escrito por FM às 20h42
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"REVIVAL" EM HOMENAGEM À MAGUI (http://somagui.zip.net)

Esse texto é de uma coluna minha no Jornal RaioX de uns 5 ou 6 anos atrás, escrita para homenagear o "rei" Elvis no triste aniversário de sua ida pro show da eternidade. Resolvi repetir hoje depois de ler o último "post" do Blogue da Magui:

Em 16 de agosto completou-se 25 anos da morte de Elvis Presley, em meio a um sem número de especiais de TV, lançamentos e relançamentos de CD(s), reportagens de revistas e jornais e reprises de filmes estrelados pelo caipira simpático de Tupelo, Califórnia. Enquanto para a maioria a data é para lembrar da carreira do primeiro "superstar" da história, para uns poucos é feita para criticar sua excessiva mitificação obviamente montada com vistas aos interesses comerciais de Elvis Presley Enterprises Inc., capitaneada pela ex, digamos, "rainha" Priscila e de propriedade da "princesa" Lisa Marie.

Independentemente disso, como fã assumido prefiro apreciar a lembrança do grande cantor que foi Elvis Presley, que não é mito, mas realidade em centenas de gravações e cuja voz só teria comparação com a de outro semi-deus do Olimpo musical, Frank Sinatra. Não se trata de comparar os dois, mas para mim toca muito mais fundo na alma ouvir Elvis porque ele não era um cavalheiro, tinha pouca classe e "savoir faire" ao contrário da sofisticação do "old blue eyes" Sinatra, que nasceu para brilhar nas altas rodas. Elvis se identificava com o povão de uma forma sadia. Era um caipira simpático, patriota que adorava os pais e os amigos e que não mudou nem quando ficou milionário da noite para o dia. Seus valores se aproximavam dos que nós, pessoas comuns, recebemos de nossos pais e, quando ouvimos uma música qualquer cantada por ele, sentimos a emoção da sua voz e a certeza de que ele efetivamente se identifica com a melodia, porque ela tem haver com aquilo em que ele acreditava, ao contrário do que acontece com Frank Sinatra, cujas interpretações eram irretocáveis e inesquecíveis, mas nem sempre guardavam um prazer intrínseco (Muitas vezes beiravam a obrigação. Os biógrafos dizem que ele, Frank, detestava a canção "Strangers in the Night" que cantava em todos os shows!). Não que isso diminua as saudades de Sinatra, que também são grandes, mas Elvis é Elvis: Melodioso, emocionante e difícil de comparar com quem quer que seja!

Quando eu era adolescente, desprezava a voz do "rei". Do alto da falta de inteligência inerente a quase todos os indivíduos de idade até 20 anos, eu achava que Elvis era coisa antiga e sem graça, uma curiosidade musical, quase igual a um velho fonógrafo de corda. Afinal, como é que alguém que pesava toneladas e se vestia como super-herói de desenho animado poderia cantar algo que se identificasse com o rock e com a juventude? Como alguém tão cafona e que fez filmes tão ruins poderia ser considerado mito? Só que eu pensava assim, porque na minha vida inteira só tinha visto os filminhos dele no Havaí, cercado de garotas bonitas e cantando baladas sem graça com cara de conquistador barato. Um dia, passada a adolescência, meu irmão trouxe para casa uma fita K7 com as melhores músicas do rei, incluindo "Suspicious Minds", "Never Ending" e "Kiss me Quick" e, com uma única audição mudei completamente o meu conceito sobre o "rei do rock" passando a apreciar aquela voz firme, a afinação e principalmente, o modo com que ele criava uma versão própria para a composição, como se esta ganhasse um co-autor no seu intérprete, a ponto de, na maioria dos sucessos dele, dizermos que é "música do Elvis", muito embora seus conhecimentos de teoria musical fossem mínimos.

Elvis é música de altíssima qualidade e em estado puro! São poucos os indivíduos que revolucionam a sua arte e Elvis foi um deles, estando, na música, no mesmo rol de Bach, Mozart, Beethoven e, mais contemporâneos, Ella Fitzgerald, Ray Charles, Beatles e Frank Sinatra. Por isso, pouco importa se a imagem dele hoje é meramente comercial, se ele virou um "deusinho" idolatrado por vender discos e se sua obra rende horrores enriquecendo um batalhão de pessoas. Sua voz eternizada e sua memória representa uma parte daquilo que a humanidade tem de mais bonito: A possibilidade de alguém entrar para a história sem ser rico, nobre ou estudado, apenas usando um dom mágico da obra de Deus que cada um de nós é, no caso, a voz que me deixa emocionado sempre que ouço "Can't Help Falling in Love"

 



Escrito por FM às 21h12
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A VERDADE SOBRE O PAN-2007

Este blog, dá um banho de informações sobre a desgraça que está sendo a organização do Jogos Pan-Americanos. Dica da Luisete:

http://www.averdadedopan2007.blogspot.com/



Escrito por FM às 09h22
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"Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter".

Martin Luther King

É difícil escrever sobre esse tema sem cair no clichê.

A única coisa que posso afirmar é que não existe nenhuma justificativa para ter preconceito contra pessoas de raças diferentes, contra deficientes ou mesmo contra pessoas de crenças diferentes. Pode-se discordar de opiniões, discuti-las e mesmo deprezá-las, mas jamais tirar de uma pessoa o direito à cidadania plena por que ela não é fisicamente igual à maioria das pessoas de determinado local, ou porque sua religião e seus costumes são diferentes.

Sejamos humanos, aceitemos e festejemos as diferenças!

Essa blogagem foi convocada pelo Lino Resende (http://www.linoresende.com.br) e têm o apoio do Cejunior (http://www.cejunior.com). Participe você também, e me desculpe pela singeleza do texto, causada por excesso de trabalho nestes dias.

Obrigado.



Escrito por FM às 19h11
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A luta armada não deu certo e eles agora pedem indenização? Então eles não estavam fazendo uma rebelião, mas um investimento .

Millôr

 



Escrito por FM às 18h49
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GOVERNO ESTRANHO

O novo ministro da agricultura, o paranaense Odilio Balbinotti é unha e carne com o ex-deputado José Borba que, segundo consta, o indicou para o cargo.

Acontece que Odílio Balbinotti declarou esta tarde que é favorável às sementes transgênicas, o que é estranho, porque o padrinho dele, José Borba, também é unha e carne com o governador Roberto Requião, que mantém uma cruzada quixotesca contra os transgênicos no estado do Paraná e não é nada afeito a tolerar tais deslizes de seus "aliados".

Eu calculo que José Borba, um deputado de baixo clero e acusado de envolvimento no mensalão não teria, sozinho, poder de indicar ministro, de modo que este só chegou à Esplanada dos Ministérios com o aval do bolivariano ocupante do Palácio Iguaçú e coincidentemente, poucos dias após o primeiro encontro do governador do Paraná com o presidente Lula, ocorrido semana passada, na reunião com os 27 mandatários estaduais ocorrida em Brasília.

Será que o governador Requião sabia que Balbinotti é favorável aos transgênicos?

Será que Requião sabia que ele também é proprietário de uma grande empresa de sementes?

Será que o clima entre Requião e José Borba não vai esquentar depois de todas essas revelações bombásticas?

Arrisca o Requião ir para a oposição. Se alguém no governo Lula se manifestar em favor dos transgênicos, o governador do Paraná pode até virar tucano!

 PS: O "quase" ministro declinou do convite, após a enorme pressão que se formou, em virtude dos processos que correm contra ele. Esse episódio mostra bem o amadorismo dos políticos brasileiros. Indicado pelo bolivariano anti-transgênicos Roberto Requião, que é cuidadoso até quase à obsessão quando se trata de fazer e destratar inimigos, não conhece seus amigos que, como ficou provado nesse episódio, pouco guardam de compatibilidade com o discurso do "líder", acostumado a soltar os cachorros nos puxa-sacos, mas que desta vez engoliu em seco a própria pataquada. E o presidente Lula, extremamente mal-assessorado, pagou mais este mico!



Escrito por FM às 22h07
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A SUPREMA INVERSÃO DE VALORES

Não assisto novelas. O máximo que tenho de informação sobre elas é ouvir uma coisa ou outra, como aconteceu esta tarde numa lanchonete, quando uma chamada para um folhetim da Globo fazia referência a um proprietário que queria tirar um prostíbulo de seu imóvel, e da "tragédia" que isso implicava para "uma corajosa mulher" a cafetina interpretada por Suzana Vieira que, segundo o que eu entendi, na trama incentiva a própria filha adotiva a se prostituir.

Pergunto:

Cafetina, uma corajosa mulher?

Corajosa uma mulher que prostitui a própria filha?

Em que mundo estamos vivendo? Que país é esse, repito as sábias palavras do Renato Russo!

Não sou moralista. Prostituição existe e é impossível e mesmo idiota querer acabar com ela.  Mas perfunctória análise de fatos cotidianos nos diz que prostituição, por mais que não seja considerada crime, anda de mãos dadas com ele, com  as drogas e no mínimo com o hábito nojento das bebedeiras colossais de cerveja por desocupados. Que dizer então de quem a promove para receber comissão, como uma cafetina a administrar os "programas" das meninas. Que dizer ainda de uma cafetina fictícia que prostitui a própria filha?

"Corajosa" uma criminosa dessa laia que não respeita sequer a própria filha? Onde vamos parar?!

Sinceramente, é o supra sumo da inversão de valores. Eu pensava que o máximo que a TV podia explorar de ruim é o mito da prostituta boazinha, sofrida mas divertidinha, linda e explorada nas novelas, sempre a receber um final feliz casando com um dos bonitões do elenco. Santa paciência, mas conseguiram piorar o que já era ruim e tornar mais hipócrita o que já dava náuseas!

Vivemos numa sociedade em que o sub-mundo é glorificado pelas grandes redes de TV e ao mesmo tempo reclamamos da pedofilia que ataca nossas crianças e rouba a inocência e a estabilidade emocional de pessoas ainda em tenra idade, e isso, acreditem, não se limita às meninas.

E ao invés de lutarmos contra isso com todas as nossas forças, fazemos o contrário, incentivamos nas entrelinhas, porque os palermas que escrevem novelas modistas assistidas de regra por gente que não pensa, promovem a prostituição como forma comum e gloriosa de vida para jovens cada vez mais consumistas e dispostos a tudo pelas suas roupas de marca, suas academias chiques e seus corpos sarados nem que seja à base de cirurgias plásticas caríssimas.

Se esse país fosse sério essa novela sairia do ar por intervenção do Ministério Público. Porém, será outra "campeã de audiência" e, se assim não se encaminhar a ser, muitas bundas e peitos de fora serão mostrados para tanto, nem que seja preciso demonstrar que prostituição é uma profissão de santinhas e que prostíbulos são casas de diversão adequadas até às crianças cujos pais deixam assistir novelas desse baixo nível exemplar.

O Brasil lutou décadas por liberdade e a confundiu com libertinagem. As TV(s) que reclamavam da censura, procuram hoje o meio mais fácil de conseguir audiência. Para que, afinal, fazer programas inteligentes, contratar roteiristas de qualidade (não esse palermas que escrevem novelas), bons atores e técnicos, se a audiência virá facilmente a mostrar os peitos de alguma atrizinha medíocre saída do BBB ou os bíceps de algum "modelo e ator"?

Caros leitores, quero dizer que corajosa é minha mãe, que criou 4 filhos e aguentou as agruras da vida sem reclamar e sem procurar o caminho fácil de se vitimizar como essas mocinhas que se prostituem porque sua família não pode lhes dar uma bolsa Louis Vitton! Corajosa é minha irmã que chega a trabalhar 12 horas por dia numa repartição pública e ainda ouve gente dizendo que ganha bem e não faz nada. Corajosa é minha empregada doméstica que ganha piso salarial, acorda de madrugada, sai às ruas ainda à noite e trabalha de modo digno para criar seus filhos e ajudar sua familia.

Mas a cafetina da Globo é uma covarde, como toda e qualquer cafetina!

 



Escrito por FM às 19h17
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ATRASADOS, RECALCADOS E HIPÓCRITAS

O que dizer dessa escória humana que foi às ruas protestar contra a visita do presidente dos EUA ao Brasil?

Uma gente que não recebe guarida nem do governo que elegeu, pois Lula até terça-feira era o seu segundo ídolo (o primeiro é José Dirceu, de caráter idêntico ao deles), e agora, pelo jeito, virou vilão por governar de modo pragmático e trabalhar pela criação de empregos e exploração de uma tecnologia que foi a maior conquista científica do Brasil nos últimos 50 anos, deixando de lado essa hipocrisia esquerdofrênica tupiniquim de dizer que todos os problemas nacionais são culpa do imperialismo norte-americano.

Aliás, calculo que teve gente internada por ataque cardíaco logo após o presidente Lula ter afirmado que o Pró-Álcool é resultado de 30 anos de estudos científicos nacionais, o que significa, nas entrelinhas, que o presidente reconhece o mérito de um programa iniciado durante os governos militares, que eram mais socialistas que o atual, mas que são odiados pelos "ativistas", porque lhes impediam de ir às ruas desatar suas asneiras monumentais contra o país!

A UNE foi às ruas protestar e, como sempre, apelou para a violência sem sentido. Uma "ativista", insatisfeita com o fechamento de apenas uma das pistas da avenida Paulista, resolveu enfrentar a polícia e apanhou. No dia seguinte, uma integrante da entidade disse que não faria uma nova manifestação, porque tinha "muita polícia" no local, o que evidencia o intuito puro e simples de fazer baderna destituída de objetivo prático.

Li em algum blog um "ativista" desses imputando aos EUA a culpa pelo falido sistema brasileiro de educação porque, segundo ele, "importamos" o modelo yankee. Ora, nós importamos e a culpa é deles? Nossos políticos de raia miúda, como prefeitos, vereadores e deputados estaduais desviam dinheiro do Fundo Nacional da Educação e a culpa é dos EUA?

O MST declarou que o etanol é nocivo ao país, porque implica em uso de grande áreas cultiváveis e pouca mão-de-obra rural. Só esqueceu de lembrar que cada emprego perdido na área rural corresponde a vários outros, gerados em usinas, empresas de distribuição, indústria automobilística e varejo do mercado de combustíveis. Ou seja, reclamou porque lhe retira massa de manobra.

E o "creme do creme", os defensores do "yankees go home" ! Defendem que o Brasil simplesmente feche as portas para os EUA e seus investidores, que nacionalizemos ativos de empresas americanas e passemos nós mesmos a tocar os negócios como bons bolivarianos. Se isso gerar desemprego, não tem problema, o Brasil tem Bolsa-Família! O único problema será se, sem mercados internacionais e investimentos produtivos, a arrecadação tributária, que paga o benefício social que eles tanto amam despencar e impedir o governo de distribuir a benesse... opa! Nisso eles não pensaram... aliás, será que pensam mesmo?

É essa gente que faz a dita "esquerda" brasileira?

Se assim for, fico com o "direitão neo-liberal" Luiz Inácio Lula da Silva que, pelo menos, não age feito palerma e consegue visualisar os interesses do país no meio de tantas palavras de ordem e muitos mitos, criados por essa gente que que foi às ruas por horror a sucesso econômico, vez que vive de explorar a miséria.

Bem sabem meus leitores que não sou simpático a este governo. Porém, ao iniciar tratativas com os EUA na área de bio-energia, este governo propicia ao Brasil o acesso aos mais importantes e conceituados laboratórios científicos e mais que isso, a um mercado consumidor capaz de adquirir todos os nossos excessos de produção, gerando riquezas e, melhor que isso, contribuindo para a melhoria das condições ambientais do planeta.

Mas essas coisas, os esquerdofrênicos não conseguem ver...



Escrito por FM às 12h29
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DA SÉRIE: TEXTOS QUE EU BEM QUERIA ESCREVER:

Folha de S.Paulo de hoje 05/03/2007:

RUY CASTRO

Anos "dourados"

RIO DE JANEIRO - Pelo fato de desencavar o passado em meus livros (sobre a bossa nova, Nelson Rodrigues, Garrincha, Ipanema ou Carmen Miranda), há quem pense que sou um nostálgico, saudosista e prisioneiro dos "anos dourados".
Os quais compõem um vago período entre os anos 50 do século 20 e alguma década posterior, variando de acordo com a idade de quem os classifica -quanto mais jovem a pessoa, mais os "anos dourados" avançam rumo ao século 21. Bem, os anos 60 talvez possam ser chamados de "dourados". Mas já vi os anos 70 e, incrível, até os 80 arrolados nessa categoria. E não duvido de que, um dia, os 90 também serão acusados de alguma douradice.
Bem, tenho novidades. Não sou nostálgico nem saudosista e meu interesse pelo passado é apenas racional, histórico e cultural. E, como sei uma coisa ou outra dos anos 50, posso garantir que, em vários aspectos, hoje é melhor. Duvida?
No Brasil dos "anos dourados", não se pensava na preservação das cidades. Sítios históricos eram arrasados para se rasgar uma avenida, furar o metrô ou plantar um viaduto, e vida que segue. Não havia a ecologia, e ninguém ligava que se construísse uma fábrica fedorenta ou uma usina atômica num santuário natural.
Não se reconheciam os direitos das mulheres, dos negros, dos índios, das crianças, dos animais, dos deficientes e dos homossexuais -se você fosse um desses, que se virasse. Havia uma ditadura da beleza e da elegância, regulada por Hollywood e Paris -as feias e as deselegantes conheciam o seu lugar.
Com a camisinha, o controle da procriação era privilégio dos homens. As mulheres desquitadas eram consideradas "fáceis". As viúvas, também. E por aí vai.
Enfim, você entendeu. Mas o assunto é vasto e volta a qualquer momento, em edição extraordinária.



Escrito por FM às 19h22
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